Eis como cada um de nós pode paralisar a disseminação do MAL!
Outrora
as fofocas chegavam devagar, lentamente, uma de cada vez. Ter
conhecimento de uma situação que se passava com alguém de Lisboa, quem
morava em Sintra tinha que esperar que a pessoa fizesse a viagem e lhe
fosse lá dizer.
Agora
com a internet, a evolução das tecnologias nos diferentes canais de
comunicação, com as redes sociais, passamos a saber TUDO, ao mesmo
tempo, coisas sem qualquer importância (como a marca do champoo que usa o
Trump, o divórcio de determinada estrela de cinema, o vestido que usa, a
cor com que pintou o cabelo..), coisas demasiado importantes do mundo,
desgraças, guerras, etc. Tudo junto, com a maior intensidade,
diariamente, a cada momento.
Acontece
que, se ouvirmos tudo e repetirmos por todo o lado, vamos dar por nós a
aumentar e a distorcer os assuntos (quem conta um conto acrescenta um
ponto). Porque ao ouvirmos sucede que cada um de nós pode dar uma
interpretação diferente, pode assimilar um entendimento completamente
equivocado da situação. Por isso é necessário interiorizar o que
ouvimos, verificar a importância que terá para nós, tentar constatar a
veracidade, VIGIAR os nossos pensamentos em relação à situação e só
depois, de preferência, CALAR A MAIORIA DO QUE OUVIMOS, para não cairmos
no erro tremendo, que vai afectar em primeiro lugar a nós mesmos,
fazendo-nos perder a calma, provocando-nos doenças, levar-nos no
turbilhão da maledicência e em última análise e consequência,
contribuirmos para o MAL.
Na dúvida (o que ouvimos nunca é verdade absoluta), o melhor sempre é SILENCIAR!
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